A campanha brasileira no torneio juvenil de Roland Garros ganhou novo fôlego nesta terça-feira, com as classificações de Nauhany Silva e Victória Barros para as oitavas de final. As duas jovens tenistas superaram adversárias de peso e mantêm vivas as chances de uma presença inédita em fases avançadas do Grand Slam francês na categoria.
Victória Barros, natural do Rio Grande do Norte e terceira cabeça de chave do torneio feminino, abriu o dia com um caminho mais tranquilo. Aos 16 anos, a potiguar impôs seu ritmo diante da argentina Luna Maria Cinalli, vencendo em sets diretos por 6/1 e 6/3, após 1h28 de partida. O domínio foi construído com solidez no saque e agressividade nas trocas de bola, sufocando a adversária desde o início.
Do outro lado da chave, a paulista Nauhany Silva, quinta favorita, precisou de mais tempo em quadra e de maior capacidade de reação. Contra a chinesa Yushan Shao, Naná, como é conhecida no circuito juvenil, venceu por 6/4, 4/6 e 6/2, em 1h51 de confronto. O revés no segundo set expôs o equilíbrio do duelo, mas a brasileira soube se reorganizar e fechou a partida com autoridade no set decisivo.
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Agora, Nauhany aguarda o desfecho do confronto entre a francesa Daphnée Mpetshi Perricard, irmã do também tenista Giovanni Perricard, e a espanhola Charo Esquiva Banuls, nona cabeça de chave. O duelo coloca em jogo não apenas uma vaga nas quartas, mas também a possibilidade de um confronto contra uma jogadora da casa, sempre um desafio extra em Paris.
Já Victória Barros terá pela frente a vencedora do embate entre a norte-americana Janae Preston, de apenas 15 anos e 15ª cabeça de chave, e a tcheca Denisa Zoldakova, de 18 anos. A juventude das adversárias reforça o caráter renovador desta edição do torneio juvenil, com promessas de diferentes continentes buscando espaço no circuito profissional.
Além do desempenho expressivo nas simples, ambas as brasileiras ainda estão inscritas na chave de duplas e têm compromissos previstos para os próximos dias. A programação, contudo, pode sofrer alterações devido à previsão de chuva em Paris, fator tradicionalmente capaz de embaralhar horários e calendários no complexo de Roland Garros.

