Luisa Stefani, número quatro mundo, e Gabriela Dabrowski estrearam com vitória, nesta quinta-feira (3), no torneio US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado em Nova York, nos Estados Unidos. Luisa e a parceira superaram a dupla da tcheca Anastasia Detiuc e da russa Irina Khromacheva por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/3.
A quinta-feira teve outra boa notícia. Luisa e Gabi foram confirmadas pela WTA no WTA Finals, torneio com as oito melhores parcerias da temporada, que será jogado em novembro, em Indian Wells, na Califórnia. Stefani é a atual vice-campeã do WTA Finals ao lado da húngara Timea Babos. A competição foi jogada na Arábia Saudita ano passado.
“Super feliz com a classificação. A gente leva essa fase como praticamente uma nova temporada, com um primeiro objetivo já alcançado, o que é sempre bom. Primeira rodada excelente, sempre bom passar, fizemos um bom jogo considerando que não tivemos nenhum juntas em quadra rápida (verão da América do Norte), pois tirei um tempo para tratar uma lesão no cotovelo que ficou super bem”, afirmou Luisa, patrocinada pela Prudential Brasil, Parmalat Whey Fit e Slyce e os apoios da Liga Tênis 10, Bolsa Atleta, Head e JFL.
“Hoje tive que lidar com as emoções do jogo que não tem como replicar nos treinos. Já estava aqui em Nova York há alguns dias treinando e tinha jogado as mistas, consegui me aclimatar com as condições, mas é diferente. Um mês parada, recuperando e fazendo as coisas aos poucos aumenta a ansiedade de voltar. Mas, super feliz em como encaramos o jogo com um primeiro set muito sólido e o segundo fechamos bem”, completou.
Elas enfrentam as vencedoras do jogo entre a dupla da italiana Sara Errani com a austríaca Lili Tagger e a parceria norte-americana formada por Kristina Penickova e Annika Penickova.
Stefani e Dabrowski formam a segunda melhor dupla da temporada com final de Wimbledon, semi de Roland Garros e do Australian Open, além de três títulos no WTA 1000 de Dubai, nos Emirados Árabes, WTA 500 de Estrasburgo, na França, e WTA 250 de Eastbourne, na Inglaterra.

Fazendo história no tênis – A paulistana Luisa Stefani, 28 anos, conquistou ao lado parceira Laura Pigossi, a inédita medalha de bronze nas Duplas Femininas nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021. Outra grande conquista foi o título de Duplas Mistas no Australian Open, em 2023, a primeira dupla de brasileiros a vencer um Grand Slam, ao lado de Rafael Matos. Em 2022, foi campeã do WTA 125 de Montevidéu, WTA 1000 de Guadalajara e WTA 250 de Chennai. Em 2023, WTA 500 de Berlim, WTA 500 de Abu Dhabi, WTA 500 de Adelaide. Iniciou a temporada 2024 em grande estilo, ganhando o WTA 1000 de Doha, no segundo torneio jogando ao lado de Demi Schuurs, além de fazer quartas de final no US Open e no Australian Open ao lado da holandesa. Foi semifinalista nos WTA 500 de Berlim e Estrasburgo. Em 2025 ganhou quatro títulos ao lado da húngara Timea Babos com canecos no SP Open, além dos WTAs 500 de Linz, na Áustria, Tóquio, no Japão, e Estrasburgo, na França. Foi quadrifinalista do US Open e foi à decisão do WTA Finals, torneio com as oito melhores do ano que disputou pela primeira vez. Em 2026, retomou a parceria com a canadense Gabriela Dabrowski. Depois de chegar às semifinais do Australian Open e Doha, a nova dupla conquistou o título de Dubai e Luisa voltou a figurar no top 10 do ranking mundial. Na segunda quinzena de maio, Luisa conquistou o bicampeonato em Estrasburgo, na França, no final de junho ganhou o WTA 250 de Eastbourne, na Inglaterra, e em julho foi vice-campeã de Wimbledon.
Início da carreira – Luisa sempre foi uma amante dos esportes e começou a jogar aos 10 anos, em São Paulo (SP). Em 2011, se mudou para os Estados Unidos para estudar e seguir no tênis, atingindo o 10º lugar no ranking mundial juvenil. A transição do juvenil ao profissional se deu por meio do forte Circuito Universitário Americano de Tênis, jogando pela Pepperdine University, na Califórnia. Em 2019, conquistou o primeiro título no WTA de Tashkent, entre outros ITF e WTA. Daí para frente, foram várias conquistas, subindo no ranking mundial, chegando a ocupar a nona colocação.

